Começou com o corte no subsídio de Natal, passou pelos transportes e vai dar um esticão na conta da luz e do gás. São três os grandes aumentos de impostos que o Governo vai fazer este ano. Em 2012 há mais.

O momento foi de pesar quando Pedro Passos Coelho foi ao Parlamento dizer aos portugueses o quanto lhes ia pesar no bolso a consolidação orçamental: a metade do subsídio de Natal acima do salário mínimo. O anúncio foi feito apenas nove dias após o novo Governo PSD-CDS ter tomado posse.

 

“O Governo está a preparar a adopção, com carácter extraordinário, de uma contribuição especial para o ajustamento orçamental que incidirá sobre todos os rendimentos que estão sujeitos a englobamento no IRS, respeitando o princípio da universalidade, isto é, abrangendo todos os tipos de rendimento. Posso adiantar que o peso desta medida fiscal temporária será equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional”, justificou o primeiro-ministro no Parlamento.

 

Os detalhes da medida foram explicados pelo ministro das Finanças a 14 Julho. “Aplica-se exclusivamente aos rendimentos em sede de IRS auferidos pelos sujeitos passivos em 2011”, especificou o ministro. O pagamento do imposto extraordinário não poderá ser posterior a 23 de Dezembro, no caso dos trabalhadores dependentes. Quanto aos trabalhadores independentes, senhorios e detentores de mais-valias, só vão ser chamados a pagar o imposto extraordinário em 2012, quando entregarem a declaração de IRS com os rendimentos de 2011.